ASSINATURA DE PROTOCOLO COM A UNIÃO DE FREGUESIAS DE PERAFITA, LAVRA E SANTA CRUZ DO BISPO

24-07-2015 18:36

No passado dia 24 de julho, sexta-feira, decorreu na Igreja da Nossa Senhora da Conceição do Marquês no Porto, a cerimónia protocolar de assinatura e formalização de parceria entre a União das Freguesias de Perafita, Lavra e Santa Cruz do Bispo e a Associação Humanitária da Cruz de Malta em Portugal. Rodolfo Mesquita, Presidente da Junta de Freguesia, e o Tenente-Coronel João Alvelos, Presidente da Direção Nacional da Cruz de Malta, firmaram o protocolo entre as duas entidades. 

O protocolo assinado entre as duas instituições prevê a formalização da Delegação da Cruz de Malta no Distrito do Porto e o início de atividade da associação humanitária neste território. O protocolo prevê a dinamização, no território da União das Freguesias de Perafita, Lavra e Santa Cruz do Bispo, de atividades de natureza social, humanitária e cultural, nomeadamente nas áreas da saúde pública, apoio social, proteção civil, formação e segurança. A Cruz de Malta integrará também o Sistema Local de Proteção Civil (SLPC) e colaborará com a autarquia na dinamização deste, nomeadamente através de promoção de iniciativas no âmbito da cultura de segurança, educação para a prevenção de comportamentos de risco, informação à população, formação de brigadas de primeira intervenção nas áreas de extinção de incêndios e socorrismo, atuação e colaboração em caso de acidente grave e/ou catástrofe, apoio à elaboração de planos de emergência, apoio na criação de um corpo de voluntários de proteção civil, articulação com os demais agentes do SLPC, entre outras atividades neste âmbito. Outro dos compromissos assumidos foi a colaboração com a autarquia na criação de uma rede de apoio aos peregrinos que percorrem o Caminho Português de Santiago, nomeadamente o Caminho Português da Costa – sendo esta uma das atividades que deu origem à criação da Ordem da Cruz de Malta.

Rodolfo Mesquita, Presidente da Junta de Freguesia, referiu que a “génese do poder local é estar perto das pessoas para que, de forma estruturada, se possa concretizar a comunidade. E concretizar a comunidade é nada mais do que permitirmos aos cidadãos o exercício das suas liberdades, direitos e garantias solicitando em troca o compromisso do cumprimento dos seus deveres para que a comunidade funcione em pleno equilíbrio. Traduzimos isso em Cidadania” concluiu. Durante a sua intervenção na cerimónia, o Presidente da autarquia, referiu ainda que “para se ser cidadão, na verdadeira assunção do termo, não basta sermos portadores de título de identificação mas sim participarmos de forma ativa na vida da pólis e contribuirmos para o desenvolvimento da comunidade, fundada em fortes valores morais e cívicos.” e terminou afirmando que a “solidariedade” é uma dessas formas de participação que passa, também, por ser uma “obrigação moral e cívica” de todos nós. Considerou a atividade da Associação Humanitária da Cruz de Malta como sendo parte do vetor da preocupação com o próximo e enalteceu o trabalho desta instituição e dos seus membros.